sábado, 23 de abril de 2011

Quem é o psicopata? - Resquícios da tragédia

Curioso: o superego é uma construção social. O psicopata um indivíduo sem superego. Conclui-se, daí, que o psicopata seja o indivíduo imune à influência que o contexto social exerce na subjetividade.

Não fazem parte dele os elementos psíquicos que são construídos socialmente. Nele não houve interiorização de valores morais. Ele não internalizou a tabela de valores, ou melhor, cresceu indiferente a ela. Não está acima dela, pois não a supera, e sim não a percebe.

Ai, de quem é a culpa?

O psicopata é o fracasso do meio que não conseguiu moldar-lhe a subjetividade? Ou é o fracasso do indivíduo que, por uma falha biológica, não teve a capacidade de fazer tal assimilação? E, observem, essa é a sentença do meio sobre ele: O sujeito tem uma patologia psíquica (psicopata)!

Quem falhou: o meio ou o indivíduo?

E quem tem mais força pra dizer que o outro falhou?

Suponha que o indivíduo se defenda dizendo "o meio falhou".

Agora suponha que o meio diga "O indivíduo falhou".

Qual das duas declarações pesa mais?

O fato é que o mais forte vence.

Lei da selva.

E o meio é um pai que só admite os filhos que o veneram!

O que acham vocês psicólogos?


hugo theophilo


1 comentários:

Adriana 24 de abril de 2011 11:42  

quem? eu?

Eu, ultimamente, não estou achando nada.

Como o tsuname acontece a psicopatia também tem seu lugar.
Irmãos xifópagos, alcoolatras, esquizofrênicos, compulsivos, enfim estão todos ai.

Todos são vitimas e algozes, assim como o rapaz que marcou a história de Realengo.

A pergunta que faço é:

Qual declaração pesa mais e para quem?

pois para a lei o psicopata pode até ser ineputável, afinal ele é no final das contas fruto do meio+um disfuncional no que diz respeito a bioquimica que rege determinados neurotransmissores.


sei lá, ninguém falhou.

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