terça-feira, 19 de abril de 2016

Oficina dia 30 de Abril - Do lixo da cozinha à horta de pé de parede






"Num mundo imposto, comida vira lixo. Num mundo oposto, lixo vira comida. Para um mundo imposto, um mundo oposto."

De todas as oficinas da série "Do meu lixo cuido eu", que faço aqui em casa, a que mais gosto é essa introdutória. Ela tem muitos nomes: "Transformando lixo em comida", ou "Do lixo da cozinha à horta de pé de parede", ou "Transformando a prisão em jardim", ou "Ensinando o filho a comer plantas", ou "Para um mundo imposto, um mundo oposto". 

Nessa oficina apresento a minha casa, todas as ações feitas e elementos implementados: manejo do lixo da cozinha, galinheiro, compostagem, minhocário, berçário de mudas, jardim, aquaponia, criação de abelhas nativas, as idéias de horta vertical, captação de água da chuva, comidas feitas com alguns ingredientes daqui e/ou vindos de fora da cadeia do supermercado e, ainda, as conexões que esses elementos estabelecem entre si, deixando a casa (e a vida) um pouco mais sadia, biodiversa, bonita, cheirosa e gostosa. Por ser a oficina mais ampla e abrangente, é a mais inspiradora. Entre tantas coisas, as pessoas provam mel que nasce em casa, sentem cheiro de uma colmeia de abelhas sem ferrão, cheiram menta colhida na hora, conhecem a super máquina que transforma lixo em comida e adubo, aprendem que é possível zerar o lixo orgânico da cozinha com duas galinhas, como ter um micro-galinheiro sem mau-cheiro e ainda presenciam um número da fantástica criança que come plantas (rsrs). É impossível passar por essa experiência de tantos cheiros, sabores e saberes sem levar mil ideias para aplicar em casa ou nos mais diversos lugares. Ao final do encontro é servido o famoso lanche que tem rendido muitas fotos e pedidos de receitas (hahaha). Nesse lanche são servidos pães de fermentação lenta feitos em casa com fermento natural (levain) - tema de outra oficina - bolo (sem trigo) de macaxeira adquirida no sub-mercado (conversa para outra oficina) e o famoso suco de garden-all feito com alguns ingredientes do jardim.

Onde: Minha casa no Mondubim. Um dia antes envio e-mail (somente) para os inscritos com endereço, mapinha e detalhes.
Quando: Sábado, dia 30/Abril/2016. Das 16h às 19h.
Quanto: R$ 30,00 (trinta reais) por pessoa. Vagas limitadas. Entrar em contato por email ou telefone (no fim do texto) para realizar depósito e garantir a vaga.

Coisas à venda no dia

Sementes: R$ 4,00 o pacote.
Mudas de plantas: R$ 3,00 (cada).
Kits de compostagem (já com minhocas): R$ 50,00
Pães com fermentação natural: Entre R$ 10,00 e R$ 20,00
Manteiga clarificada com ervas (225ml): R$ 30,00
Bolo de macaxeira sem trigo: Entre R$ 5,00 e R$ 30,00

No final desse texto, algumas fotos que falam melhor do que eu. Mas clicando nos links abaixo vocês poderão ver centenas delas.


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hugo lucena theophilo
Cel: 9 9700-8231
"Cada um de nós, e cada um dos grupos em cujo seio vivemos e trabalhamos, deve se tornar o protótipo da era que desejamos criar." - Ivan Illich 


O famoso suco de Garden-All
Suco de romã
Parte do lanche: Pães com fermentação natural
Kits de compostagem já com minhocas




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sexta-feira, 1 de abril de 2016

Oficina - Agricultura urbana/Jardinagem comestível - 16/Abr (Sábado) das 16h às 19h




"Num mundo imposto, comida vira lixo. Num mundo oposto, lixo vira comida. Para um mundo imposto, um mundo oposto."

A oficina sobre jardinagem faz parte da série de oficinas "Do meu lixo cuido eu". Nela abordo a jardinagem/agricultura urbana e doméstica, como uma das muitas ações derivadas de um manejo mais adequado do lixo doméstico. Durante essa oficina apresento, inicialmente, a compostagem e algumas de suas grandes funções: estimular uma revisão dos hábitos de consumo e alimentação; diminuir a produção e emissão de lixo e produzir o próprio adubo a ser usado no cultivo das hortaliças. Apresento um kit feito com baldes reaproveitados e que torna possível fazer a compostagem em pequenos espaços, até mesmo em apartamentos.

Seguindo, mostro a dinâmica de um jardim (por menor que seja) e as etapas envolvidas na construção de um. Mostro alguns substratos comerciais, suas características, vantagens e desvantagens; como adquirir sementes e como germiná-las; falo de fatores como incidência de luz e disponibilidade de água; como montar vasos (explorando a reutilização de diversos recipientes); como fazer transplante de mudas, adubação; apresento acessórios, dificuldades com a falta de espaço, possibilidades de solução e, ainda, um método de rega tanto para germinação de sementes quanto para vasos definitivos que funciona por capilaridade, cujas principais vantagens são a redução do uso de água (rega apenas uma vez por semana) e, consequentemente, a redução do tempo gasto com os cuidados e ainda apresento o meu sistema de aquaponia (um método de cultivo que integra peixes e plantas) e suas enormes vantagens.

Comento ainda sobre erros mais comuns e também sobre pragas mais comuns, o que elas são, como entendê-las, o que fazer, o que não fazer para combatê-las e como deixar um jardim mais forte e resistente. Tudo isso pensando no cultivo em pequenos espaços, mostrando que é possível, sim, cultivar algumas plantas no contexto das nossas casas, mesmo com todas as limitações. Durante toda a atividade provaremos as plantas disponíveis no jardim como hortelã-vicky (menta), manjericão, folhas de cajarana, cebolinha, orégano e outras. Ao final do encontro será servido o famoso lanche que tem rendido muitas fotos e pedidos de receitas (hahaha). Nesse lanche sirvo pães de fermentação natural feitos em casa (tema de outra oficina), bolo (sem trigo) de macaxeira adquirida no sub-mercado e feito com ovos do quintal (conversa para outra oficina), o famoso suco de garden-all feito com alguns ingredientes do jardim, a manteiga clarificada (ghee) também com ervas do jardim, além de outras coisas.

Onde: Minha casa no Mondubim. Um dia antes envio e-mail para os inscritos com endereço, mapinha e detalhes.
Quando: Sábado, dia  16/Abril/2016. Das 16h às 19h.
Quanto: R$ 30,00 (trinta reais) por pessoa. 
As vagas são limitadas. Então entrem em contato por email ou telefone (no fim do texto) para realizar depósito e garantir a inscrição.

Coisas à venda no dia

Sementes: R$ 4,00 o pacote.
Mudas de plantas: Entre R$ 3,00 e 5,00 (cada).
Composto orgânico feito em casa - Sacos de R$ 5,00 e R$ 10,00
Kits de compostagem (já com minhocas): R$ 50,00
Pães com fermentação natural (levain): Entre R$ 10,00 e 20,00
Bolo de macaxeira sem trigo: R$ 5,00
Manteiga clarificada (ghee) com ervas do jardim: Garrafinhas de R$ 20,00, R$ 30,00 e R$ 40,00

Coloquei poucas fotos aqui para o texto não ficar maior do que já está, mas clicando nos links abaixo vocês poderão ver centenas delas.


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hugo lucena theophilo
Cel: 9 9700-8231 (TIM) ou 9 8892-1078 (WhatsApp)


O famoso suco de Garden-All


Suco de romã

Parte do lanche: Pães com fermentação natural
Kits de compostagem com minhocas (R$ 50,00 cada kit)

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quinta-feira, 31 de março de 2016

Padeiro é um pai que faz pão - Diálogos de cozinha

- Ô pai, tu demora pra fazer pão?
- Eu não. Os bichos do fermento é que demoram. Eles que fazem o pão. Eu só misturo as coisas.
- Eles gostam das pessoas?
- Gostam. Eles gostam de morar na barriga das pessoas. Por isso eles fazem o pão. Eles deixam o pão gostoso, ai as pessoas comem e eles vão morar na barriga.

30/03/2016




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hugo lucena theophilo
http://hugotheophilo.blogspot.com
"Cada um de nós, e cada um dos grupos em cujo seio vivemos e trabalhamos, deve se tornar o protótipo da era que desejamos criar." - Ivan Illich

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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Diário de um detento

A tal "crise dos 30" deve ser esse cansaço que começa a dar quando se vão os primeiros 5 ou 6 anos da vida dita produtiva e se percebe que tem algo errado: que aquele "lugar" onde se queria estar em 5 anos estranhamente ficou mais distante; que aquele nível de conforto pretendido se mostrou baixo; que os 10 requisitos para a felicidade almejada se mostraram insuficientes e viraram 20 que, tão logo sejam alcançados, virarão 50; que toda vez que a pedra chega ao cume ela rola montanha abaixo e já é preciso fazê-la subir novamente; que o saco da felicidade provavelmente esteja furado, pois o trabalho para enchê-lo nunca chega ao fim.

É possível perceber claramente que a minha geração lida com a tal "crise dos 30" basicamente de duas formas: uma é investigando desconfianças e abraçando incômodos; outra é silenciando questionamentos/pensamentos que apontem para tais desconfianças. Uns, incomodados que estão, se dão à peregrinação que é produzir uma vida nova ou novos sentidos para a vida. Outros apenas livram-se (de várias formas) dos incômodos inerentes, afinal quem simpatiza com a ideia de ganhar tormentos que não tinha e passar a ter o sono atrapalhado? Ambos, no entanto, estes e aqueles, estão cansados e carregando no corpo, no humor e nas relações os sintomas dessa crise de sentidos. Uns sabem de onde tudo isso vem. Outros não sabem e preferem continuar sem saber.

É frágil todo edifício normativo cuja função é proteger indivíduos contra as forças do caos e dar a eles a ilusão necessária para que consigam dormir tranquilos, seguros de que as suas definições da realidade fazem sentido. É frágil e sustentado por bases igualmente frágeis: a carência dos seus abrigados; a defesa apaixonada que fazem do pacote de significados que lhes confere sentido à vida; o medo de perderem o abrigo e, por fim, a perseguição/violência promovida contra os desertores. Carência, pathos, medo, violência... Ao menor sinal de ameaça ao edifício que o abriga, o carente/apaixonado/amedrontado reage com violência, como quem defende a própria existência contra a ameaça de extinção. Pelo medo da falta de sentido e por estar em suas mãos garantir que o prédio não desabe, o carente/apaixonado/amedrontado e, agora violento, dificilmente conhece a paz. Antes, conheceria se admitisse que existe vida fora.

Quando você sai da igreja (estabelecimento religioso), por exemplo, acham que é porque você deseja o inferno. Não pensam que, ao contrário, você busca espiritualidade mais profunda e siples. Não cogitam a possibilidade de que a instituição atrapalhe o cultivo de uma vida mais sadia, tão apaixonados que são pelo edifício normativo que lhes dá sentido. Acham que você quer menos vida e não mais. Quando você fala que está cansado da cidade e de tudo o que ela exige (emprego, a troca da vida pelo fim da vida, pressa, deslocamentos nervosos, competição, consumismo, "paz" armada, "saúde" de farmácia, alimentação de shopping...) e quando você dá pinta de que precisa romper com mais essas instituições e que está caminhando para ter uma vida mais simples, sem emprego ou num lugar mais distante, pensam (igualmente) que você enlouqueceu e está buscando menos vida e não mais, que você quer menos conforto e não mais. Como diz o outro: "As coisas mudam de nome, mas continuam sendo religiões..."

Enquanto você não percebe que não compra com dinheiro, mas com o tempo de vida gasto para conseguir o dinheiro (vide Mujica), enquanto essa ficha não cai, você dorme bem e tudo o que faz é trocar a vida por dinheiro. Mas ai o seu pai morre e você vê que a vida acaba e grita pedindo para ser vivida. Ai você silencia os incômodos e segue gastando a vida no ralo do nada. Ai o seu tio morre e, de novo, a vida grita dizendo que é um sopro. E vai sendo assim até que um dia quem morre é você. Com sorte a estratégia da aposentadoria (de trocar a vida pelo fim da vida) dá certo. Mas com sorte ela já não vale a pena. E sem sorte, então, nem se fala!

Para conseguir de volta habilidades que nossos avós tinham até bem pouco tempo, mas que fomos perdendo no processo de servir ao estado atual de coisas (esses modos de funcionamento das cidades)...pra conseguir essas coisas de volta a ponto de elas engendrarem modos de vida alternativos (o direito ao desemprego criador), é preciso aprender a ir trocando os pneus com o carro em movimento.

Fruto do trabalho é a construção do ambiente da vida que vai permanecendo e sendo experimentado. Furto do trabalho era vender parte da vida desperta em troca de dinheiro.

Sexo seguro não é com camisinha e nem com parceiro fixo. Sexo seguro é com emprego fixo.

hugo theophilo

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Sobre ilusões messiânicas e micro-salvamentos

"Uma vez perguntaram se eu não achava que as minhas iniciativas operam numa escala micro (demais) diante de um mundo que pede iniciativas em escalas tão maiores (macro). As demandas macro continuam me deprimindo. Diante delas só constato a minha incapacidade. Não consigo impedir o aumento da temperatura global; não consigo anular a divisão de classes no país; não consigo impedir a administração irresponsável do Estado com a água; não consigo impedir chacinas na minha cidade; não consigo diminuir o lixo na minha rua. Eu só consigo consumir menos; comer na mesma mesa e a mesma comida que a diarista; usar menos água; conter a minha violência; diminuir a minha emissão de lixo. Eu mal consigo fazer o que é possível". 

"Diante dessas perguntas que NOS fazem somente duas constatações: Não somos o Deus que as pessoas gostariam que fôssemos, Nem nos portamos como os deuses que aqueles que tentam dar conta do macro pensam que são. Esta é uma questão de papeis: Na ordem criada, Deus se propôs a dar conta do macro e nos deu a oportunidade de cuidarmos e darmos conta do micro: nossa vida, nosso jardim e uns dos outros. O Pecado foi inverter essa ordem, que se manifesta no desejo fantasioso que temos de que Deus dê conta de nosso micromundo (nossas relações, nosso trabalho e nossos jardins) para o que temos total liberdade e capacidade de cuidar, e insistimos que Ele fique fora enquanto cuidamos do macrocosmos, do espaço, das nações que criamos, dos segredos ocultos da ciência e das grandes demandas do planeta"


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hugo lucena theophilo
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"Cada um de nós, e cada um dos grupos em cujo seio vivemos e trabalhamos, deve se tornar o protótipo da era que desejamos criar." - Ivan Illich

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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Sobre bananas, tomates e romãs...

Hoje, 23 de outubro, no calabouço foi dia de colher banana-maçã...222 bananas sem gasolina, sem dinheiro, sem veneno e sem espaço! Hoje também colhemos os primeiros tomates da aquaponia. E, para brindar o fim do dia, um suco de romãs colhidas na hora. 


Num mundo imposto comida vira lixo. Num mundo oposto lixo vira comida. Para um mundo imposto, um mundo oposto!






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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Possível revolucionário

Todo ideal é imposição, pressupõe hierarquia, relação de poder e governo. A coisa imediata que o ideal instala é a inadequação. Homens inadequados (distantes do ideal) precisam ser governados. O ideal sempre é estabelecido por opressores contra oprimidos e, por ser distante e enorme, é um fardo que dificulta a caminhada. Enquanto eu perseguia o ideal só constatava a impossibilidade de alcançá-lo e aguardava ter as condições necessárias. Tudo o que eu fazia era aguardar. Até que me converti ao possível. O subestimado e desacreditado possível. Alterar o mundo é uma impossibilidade frustrante e adoecedora. Alterar o palmo diante do nariz é revolucionário.

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hugo lucena theophilo
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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Manhã com um permacultor

- Caiooooo
- Perai, pai...eu tô vendo um espaço pra criar pato!
- Cara, eu também quero criar pato, mas aqui não tem espaço.
- Pai eu tenho uma bacia que eu não gosto mais. É essa aqui. Pode criar o pato nela.
- Mas não dá, filho. Pato em bacia fica triste.
- Mas pai, no seu Hernandes os patos ficam na bacia.
- Mas lá tem espaço, cara. Os patos ficam correndo.
- Então tu quer comprar a casa do seu Hernandes?


hahaha...o pior é que eu quero e ele tá vendendo...só não tenho é dinheiro!


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hugo lucena theophilo
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terça-feira, 4 de agosto de 2015

(Anti) Metas do Zé

Todo ano, o Zé abraça metas que não são suas. Há 3 anos, num exercício de resistência pra tentar manter um fio de lucidez, para tentar se manter respirando diante do cenário insuportável de servidão voluntária, Zé escreveu o que escreveria caso fosse permitido. É claro que não foi, mas ele não se importou, pois havia escrito para si mesmo. Abaixo, palavras e metas do Zé:
- Ser promovido de recurso humano a ser humano
- Mudar a minha relação com a tecnologia, de modo que ela sirva mais a mim do que eu a ela
- Conviver para estar alinhado com as demandas da comunidade da vida
- Aprofundar as competências de olhar, cuidar, pensar, preencher e estimar o estar em casa, viver a família e fazer as coisas com as mãos.
- Executar um plano de aprendizado em diferentes áreas do conhecimento para ter uma melhor compreensão de como funcionam os negócios que me levam a negar o ócio.



Próximo texto:  Des-Motivacional

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hugo lucena theophilo

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terça-feira, 21 de julho de 2015

Desquerênça

De tão avesso, oro por desemprego, para ter portas fechadas, para precisar de menos, para ir mais devagar. De tão avesso, tenho por herói o porquinho da casa de palha. Às vezes olho para tudo o que querem e, de tão avesso, penso que des-quero.

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hugo lucena theophilo
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domingo, 5 de julho de 2015

O direito ao desemprego criador: Agricultor urbano.

Para quem persegue "O direito ao desemprego criador", palavras como essas de amigos (mais ainda desse amigo), são mais importantes e dizem infinitamente mais do que qualquer currículo consegue dizer.
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"O Hugo é a Casa da Videira e o Movimento "Do meu lixo cuido eu" em Fortaleza. Mas, acima e além disso, Hugo é ele mesmo: iniciativo, reflexivo e fazedor. Mais que pensar fora da caixa (ai....como me cansa ouvir essa expressão) ele é o sujeito que faz o que eu sempre disse que é o mais importante: colocar os dois pés fora da caixa (os que pensam me cansam, se não fazem). O Hugo é a pessoa que, hoje, no Brasil, dá a mais efetiva continuidade ao trabalho que começamos há anos com a filosofia e ação da Casa da Videira. E este pequeno vídeo mostra um pouco da prática dele, e tudo em um terreno urbano minúsculo, cercado de muro e totalmente urbanizado. Ele sim é um grande agricultor urbano." - Claudio Oliver


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Detesto porralouquice

Indiscutivelmente preso, sou atraído por liberdades e emancipações. Tudo o que faço é desatar, um por vez, os nós que me sufocam. O fato de cada passo ser subversivo não me faz herói, ao contrário, só confirma o cenário de servidão. Tudo que faço é ao mesmo tempo político e espiritual. Cada pequeno movimento é pensado e elaborado ao mesmo tempo que imaginado e contemplado. Tudo é político e tudo é espiritual. Detesto, portanto, a porralouquice.


hugo

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sexta-feira, 12 de junho de 2015

O que é (ess)a vida?

O que acontece com o privilegiado dessa geração que antes dos 40 tem casa e carro quitados, necessidades supridas (inclusive as desnecessárias), conforto, boa alimentação, saúde, acesso ao lazer que quiser e renda pra continuar tendo...mas é infeliz se o seu carro não é do ano ou se é mais velho que o dos amigos? O que produz essa insatisfação? Por onde se passa até chegar a esse ponto? Em que ponto começou essa inversão que em vez de produzir coisas que suprem as necessidades da vida, produz vidas que suprem as necessidades das coisas? O que é a vida para quem sofre de tal infelicidade?

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hugo lucena theophilo
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quarta-feira, 3 de junho de 2015

Sobre filhos, pianos e correrias

Ele liga o piano, começa a brincar e, de repente, me vejo estático, em pé, ouvindo de longe, esperando a próxima nota e a próxima e a próxima...como quem contempla as variações do vento: respirando devagar para não perder nuances. Repreendi o tic tac do relógio como quem repreende demônios. Dane-se o carimbo de atraso! Tenho um piano e um filho que são amigos.

hugo
03/06/2015

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domingo, 26 de abril de 2015

Impressões sinceras me interessam



"Mais uma oficina do Hugo Lucena: do lixo da cozinha à horta de pé de parede. Mais informações valiosas, mais ideias, mais incômodos bons, mais decidida a não comer veneno, a maior romã que eu já tinha visto, mel de jandaíra direto do favo, galinheiro que não tem cheiro ruim, minhocário onde a vida brota naturalmente, a incrível criança que come planta, vários ciclos interligados e se retroalimentando em harmonia. Difícil continuar na mesmice depois de ter contato com tudo isso. O lixo virando comida. O lixo virando vida."

Diana Moreira - Nutricionista escolar e futura dona de uma horta de pé de parede.

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terça-feira, 7 de abril de 2015

Planta-homem: um indivíduo doente

O mundo visto pelas lentes da competição é competitivo. Homens competitivos sustentam que as plantas também competem. Os mesmos homens também sustentam que a sua espécie é a única que pensa e tem consciência da própria morte. Com lentes rachadas se enxerga o mundo rachado. Fossem as plantas a falar dos homens, diriam que são a única espécie que não pensa! Tente cultivar uma planta na sua janela e verá que o paradigma da competição é falso. Plantas cooperam. Individualize a existência de uma planta, tal como é a existência daqueles homens, e verá que ela fica mais frágil. Quanto mais sozinha, atomizada, individualizada e fora de contexto for uma planta, ou seja, quanto mais parecida com aqueles homens ela for, mais frágil e suscetível a doenças ela será. A única maneira de manter uma planta assim "viva" é fazendo uso de produtos químicos, seja pra "suprir" a sua incapacidade de se alimentar adequadamente, seja para "defendê-la" de qualquer outra forma de vida que tente encostar nela. Não existe planta doente, existe planta sozinha. Qualquer semelhança com a sua espécie não é mera coincidência.

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hugo lucena theophilo
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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Para um mundo imposto, um mundo oposto.

Sempre me perguntam se é preciso dedicar muito tempo a um mundo oposto para ele começar a aparecer, virar algo palpável e se transformar em espaços de vida onde se possa respirar um pouco. Como toda a nossa agenda está dedicada a um mundo imposto, é comum pensarmos que seria preciso empregar, no mínimo, o mesmo tempo a algo diferente para que isso tomasse, pelo menos, a mesma proporção do que já existe. Até hoje, eu sempre respondi a essa pergunta dizendo que não! Nem de longe é preciso dedicar o mesmo tempo e nem muito tempo. Com cinco minutos diários dedicados a alguma atividade conectada aos ciclos da vida, você vai perceber que ela naturalmente desencadeia muitas outras. Se, por exemplo, você para de usar sacola plástica pra colocar "lixo" da cozinha, isso te leva a precisar de alguns bichos para processarem esse "lixo", ai você começa a brincar de compostagem, depois de minhocário, depois de criar duas galinhas, de repente você descobre que o seu lixo diminuiu drasticamente e que você tem uma máquina que transforma lixo em comida e adubo; e que agora você pode brincar de jardim, e a sua casa começa a mudar de cor, começa a ter cheiro, sabor e começa a ser frequentada por passarinhos, borboletas, joaninhas, abelhas...e você descobre que o seu filho gosta de te acompanhar nessas brincadeiras, de se relacionar com todos os bichos, de entender todos os ciclos, de sentir todos os cheiros e de comer todas as plantas; e todo o trabalho que você tem é ficar fazendo conexões, ligando uma brincadeira à outra: o resultado dessa brincadeira vai pra lá, o dessa vem pra cá, essa se liga com aquela, que se liga com a outra, que se liga com a outra...O lixo da cozinha vai pro galinheiro, que vira ovo (que a gente come quando acorda) e esterco que as minhocas transformam em húmus, que vai pro jardim, que embeleza a casa e serve de comida e abrigo, inclusive para as abelhas que fazem mel e a gente toma quando acorda e...

...voltando...Eu dizia que a minha resposta era não. Não precisa de muito tempo. O que começou com cinco minutos por dia, depois de tudo isso precisa só de uns quinze. Esses dias li um velho que manja dessas coisas dizendo o seguinte: "Há algo que não tem sido ensinado: que uma vez que fazemos algo corretamente, isso vai em frente e faz um monte de outras coisas por si só." (Bill Mollison).

Ai está explicado porque não precisa de muito tempo.

Um pão de fermentação lenta, feito em casa com fermento natural é um grande exemplo dessas coisas que você só começa com bem pouco tempo e elas vão lá, continuam por si, fazem todo o resto sozinhas e ainda te presenteiam com cheiros, sabores, saúde e vida.

Num mundo imposto, comida vira lixo. Num mundo oposto, lixo vira comida. Para um mundo imposto, um mundo oposto.


Milho de pé de parede e ovo de quintal sem dinheiro, sem gasolina e sem veneno. 
O pão não fui eu que fiz. Eu só misturei os ingredientes e liguei o forno 8 horas depois.

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Calabouço na TVOpovo 29.01.2015

Talvez exista um jardim que seja só um jardim. O meu não é. É um emaranhado de sentidos, relações e incômodos. Literalmente, eu fiz um jardim pra conseguir dormir. A rede armada nele não é à toa. Mas não dá pra explicar aqui. Aliás, não dá pra explicar, só dá pra mostrar. Todo dia tem café com pão de casa ou tapioca. É só chegar.


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hugo lucena theophilo
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