domingo, 8 de maio de 2016

Oficina de Jardinagem - Agricultura urbana/doméstica - 21/Maio (Sábado) das 16h às 19h





"Num mundo imposto, comida vira lixo. Num mundo oposto, lixo vira comida. Para um mundo imposto, um mundo oposto."

A oficina sobre jardinagem faz parte da série de oficinas "Do meu lixo cuido eu". Nela abordo a jardinagem/agricultura urbana e doméstica, como uma das muitas ações derivadas de um manejo mais adequado do lixo doméstico. Durante essa oficina apresento, inicialmente, a compostagem e algumas de suas grandes funções: estimular uma revisão dos hábitos de consumo e alimentação; diminuir a produção e emissão de lixo e produzir o próprio adubo a ser usado no cultivo das hortaliças. Apresento um kit feito com baldes reaproveitados e que torna possível fazer a compostagem em pequenos espaços, até mesmo em apartamentos.

Seguindo, mostro a dinâmica de um jardim (por menor que seja) e as etapas envolvidas na construção de um. Mostro alguns substratos comerciais, suas características, vantagens e desvantagens; como adquirir sementes e como germiná-las; falo de fatores como incidência de luz e disponibilidade de água; como montar vasos (explorando a reutilização de diversos recipientes); como fazer transplante de mudas, adubação; apresento acessórios, dificuldades com a falta de espaço, possibilidades de solução e, ainda, um método de rega tanto para germinação de sementes quanto para vasos definitivos que funciona por capilaridade, cujas principais vantagens são a redução do uso de água (rega apenas uma vez por semana) e, consequentemente, a redução do tempo gasto com os cuidados e ainda apresento o meu sistema de aquaponia (um método de cultivo que integra peixes e plantas) e suas enormes vantagens.

Comento ainda sobre erros mais comuns e também sobre pragas mais comuns, o que elas são, como entendê-las, o que fazer, o que não fazer para combatê-las e como deixar um jardim mais forte e resistente. Tudo isso pensando no cultivo em pequenos espaços, mostrando que é possível, sim, cultivar algumas plantas no contexto das nossas casas, mesmo com todas as limitações. Durante toda a atividade provaremos as plantas disponíveis no jardim como hortelã-vicky (menta), manjericão, folhas de cajarana, cebolinha, orégano e outras. Ao final do encontro será servido o famoso lanche que tem rendido muitas fotos e pedidos de receitas (hahaha). Nesse lanche sirvo pães de fermentação natural feitos em casa (tema de outra oficina), bolo (sem trigo) de macaxeira adquirida no sub-mercado e feito com ovos do quintal (conversa para outra oficina), o famoso suco de garden-all feito com alguns ingredientes do jardim, a manteiga clarificada (ghee) também com ervas do jardim, além de outras coisas.

Onde: Minha casa no Mondubim. Um dia antes envio e-mail para os inscritos com endereço, mapinha e detalhes.
Quando: Sábado, dia 21/Maio/2016. Das 16h às 19h.
Quanto: R$ 30,00 (trinta reais) por pessoa. 
As vagas são limitadas. Então entrem em contato por email ou telefone (no fim do texto) para realizar depósito e garantir a inscrição.

Coisas à venda no dia

Sementes: R$ 4,00 o pacote.
Mudas de plantas: Entre R$ 3,00 e 5,00 (cada).
Composto orgânico feito em casa - Sacos de R$ 5,00 e R$ 10,00
Kits de compostagem (já com minhocas): R$ 50,00
Pães com fermentação natural (levain): Entre R$ 10,00 e 20,00
Bolo de macaxeira sem trigo: Entre R$ 5,00 e R$ 30,00
Manteiga clarificada (ghee) com ervas do jardim: Garrafinhas de R$ 20,00 e R$ 30,00

Coloquei poucas fotos aqui para o texto não ficar maior do que já está, mas clicando nos links abaixo vocês poderão ver centenas delas.


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hugo lucena theophilo
Cel: 9 9700-8231 (TIM) ou 9 8892-1078 (WhatsApp)


O famoso suco de Garden-All
Suco de romã

Parte do lanche: Pães com fermentação natural
Kits de compostagem com minhocas (R$ 50,00 cada kit)



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hugo lucena theophilo
http://hugotheophilo.blogspot.com
"Cada um de nós, e cada um dos grupos em cujo seio vivemos e trabalhamos, deve se tornar o protótipo da era que desejamos criar." - Ivan Illich

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terça-feira, 19 de abril de 2016

Oficina dia 30 de Abril - Do lixo da cozinha à horta de pé de parede






"Num mundo imposto, comida vira lixo. Num mundo oposto, lixo vira comida. Para um mundo imposto, um mundo oposto."

De todas as oficinas da série "Do meu lixo cuido eu", que faço aqui em casa, a que mais gosto é essa introdutória. Ela tem muitos nomes: "Transformando lixo em comida", ou "Do lixo da cozinha à horta de pé de parede", ou "Transformando a prisão em jardim", ou "Ensinando o filho a comer plantas", ou "Para um mundo imposto, um mundo oposto". 

Nessa oficina apresento a minha casa, todas as ações feitas e elementos implementados: manejo do lixo da cozinha, galinheiro, compostagem, minhocário, berçário de mudas, jardim, aquaponia, criação de abelhas nativas, as idéias de horta vertical, captação de água da chuva, comidas feitas com alguns ingredientes daqui e/ou vindos de fora da cadeia do supermercado e, ainda, as conexões que esses elementos estabelecem entre si, deixando a casa (e a vida) um pouco mais sadia, biodiversa, bonita, cheirosa e gostosa. Por ser a oficina mais ampla e abrangente, é a mais inspiradora. Entre tantas coisas, as pessoas provam mel que nasce em casa, sentem cheiro de uma colmeia de abelhas sem ferrão, cheiram menta colhida na hora, conhecem a super máquina que transforma lixo em comida e adubo, aprendem que é possível zerar o lixo orgânico da cozinha com duas galinhas, como ter um micro-galinheiro sem mau-cheiro e ainda presenciam um número da fantástica criança que come plantas (rsrs). É impossível passar por essa experiência de tantos cheiros, sabores e saberes sem levar mil ideias para aplicar em casa ou nos mais diversos lugares. Ao final do encontro é servido o famoso lanche que tem rendido muitas fotos e pedidos de receitas (hahaha). Nesse lanche são servidos pães de fermentação lenta feitos em casa com fermento natural (levain) - tema de outra oficina - bolo (sem trigo) de macaxeira adquirida no sub-mercado (conversa para outra oficina) e o famoso suco de garden-all feito com alguns ingredientes do jardim.

Onde: Minha casa no Mondubim. Um dia antes envio e-mail (somente) para os inscritos com endereço, mapinha e detalhes.
Quando: Sábado, dia 30/Abril/2016. Das 16h às 19h.
Quanto: R$ 30,00 (trinta reais) por pessoa. Vagas limitadas. Entrar em contato por email ou telefone (no fim do texto) para realizar depósito e garantir a vaga.

Coisas à venda no dia

Sementes: R$ 4,00 o pacote.
Mudas de plantas: R$ 3,00 (cada).
Kits de compostagem (já com minhocas): R$ 50,00
Pães com fermentação natural: Entre R$ 10,00 e R$ 20,00
Manteiga clarificada com ervas (225ml): R$ 30,00
Bolo de macaxeira sem trigo: Entre R$ 5,00 e R$ 30,00

No final desse texto, algumas fotos que falam melhor do que eu. Mas clicando nos links abaixo vocês poderão ver centenas delas.


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hugo lucena theophilo
Cel: 9 9700-8231
"Cada um de nós, e cada um dos grupos em cujo seio vivemos e trabalhamos, deve se tornar o protótipo da era que desejamos criar." - Ivan Illich 


O famoso suco de Garden-All
Suco de romã
Parte do lanche: Pães com fermentação natural
Kits de compostagem já com minhocas




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sexta-feira, 1 de abril de 2016

Oficina - Agricultura urbana/Jardinagem comestível - 16/Abr (Sábado) das 16h às 19h




"Num mundo imposto, comida vira lixo. Num mundo oposto, lixo vira comida. Para um mundo imposto, um mundo oposto."

A oficina sobre jardinagem faz parte da série de oficinas "Do meu lixo cuido eu". Nela abordo a jardinagem/agricultura urbana e doméstica, como uma das muitas ações derivadas de um manejo mais adequado do lixo doméstico. Durante essa oficina apresento, inicialmente, a compostagem e algumas de suas grandes funções: estimular uma revisão dos hábitos de consumo e alimentação; diminuir a produção e emissão de lixo e produzir o próprio adubo a ser usado no cultivo das hortaliças. Apresento um kit feito com baldes reaproveitados e que torna possível fazer a compostagem em pequenos espaços, até mesmo em apartamentos.

Seguindo, mostro a dinâmica de um jardim (por menor que seja) e as etapas envolvidas na construção de um. Mostro alguns substratos comerciais, suas características, vantagens e desvantagens; como adquirir sementes e como germiná-las; falo de fatores como incidência de luz e disponibilidade de água; como montar vasos (explorando a reutilização de diversos recipientes); como fazer transplante de mudas, adubação; apresento acessórios, dificuldades com a falta de espaço, possibilidades de solução e, ainda, um método de rega tanto para germinação de sementes quanto para vasos definitivos que funciona por capilaridade, cujas principais vantagens são a redução do uso de água (rega apenas uma vez por semana) e, consequentemente, a redução do tempo gasto com os cuidados e ainda apresento o meu sistema de aquaponia (um método de cultivo que integra peixes e plantas) e suas enormes vantagens.

Comento ainda sobre erros mais comuns e também sobre pragas mais comuns, o que elas são, como entendê-las, o que fazer, o que não fazer para combatê-las e como deixar um jardim mais forte e resistente. Tudo isso pensando no cultivo em pequenos espaços, mostrando que é possível, sim, cultivar algumas plantas no contexto das nossas casas, mesmo com todas as limitações. Durante toda a atividade provaremos as plantas disponíveis no jardim como hortelã-vicky (menta), manjericão, folhas de cajarana, cebolinha, orégano e outras. Ao final do encontro será servido o famoso lanche que tem rendido muitas fotos e pedidos de receitas (hahaha). Nesse lanche sirvo pães de fermentação natural feitos em casa (tema de outra oficina), bolo (sem trigo) de macaxeira adquirida no sub-mercado e feito com ovos do quintal (conversa para outra oficina), o famoso suco de garden-all feito com alguns ingredientes do jardim, a manteiga clarificada (ghee) também com ervas do jardim, além de outras coisas.

Onde: Minha casa no Mondubim. Um dia antes envio e-mail para os inscritos com endereço, mapinha e detalhes.
Quando: Sábado, dia  16/Abril/2016. Das 16h às 19h.
Quanto: R$ 30,00 (trinta reais) por pessoa. 
As vagas são limitadas. Então entrem em contato por email ou telefone (no fim do texto) para realizar depósito e garantir a inscrição.

Coisas à venda no dia

Sementes: R$ 4,00 o pacote.
Mudas de plantas: Entre R$ 3,00 e 5,00 (cada).
Composto orgânico feito em casa - Sacos de R$ 5,00 e R$ 10,00
Kits de compostagem (já com minhocas): R$ 50,00
Pães com fermentação natural (levain): Entre R$ 10,00 e 20,00
Bolo de macaxeira sem trigo: R$ 5,00
Manteiga clarificada (ghee) com ervas do jardim: Garrafinhas de R$ 20,00, R$ 30,00 e R$ 40,00

Coloquei poucas fotos aqui para o texto não ficar maior do que já está, mas clicando nos links abaixo vocês poderão ver centenas delas.


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hugo lucena theophilo
Cel: 9 9700-8231 (TIM) ou 9 8892-1078 (WhatsApp)


O famoso suco de Garden-All


Suco de romã

Parte do lanche: Pães com fermentação natural
Kits de compostagem com minhocas (R$ 50,00 cada kit)

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quinta-feira, 31 de março de 2016

Padeiro é um pai que faz pão - Diálogos de cozinha

- Ô pai, tu demora pra fazer pão?
- Eu não. Os bichos do fermento é que demoram. Eles que fazem o pão. Eu só misturo as coisas.
- Eles gostam das pessoas?
- Gostam. Eles gostam de morar na barriga das pessoas. Por isso eles fazem o pão. Eles deixam o pão gostoso, ai as pessoas comem e eles vão morar na barriga.

30/03/2016




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hugo lucena theophilo
http://hugotheophilo.blogspot.com
"Cada um de nós, e cada um dos grupos em cujo seio vivemos e trabalhamos, deve se tornar o protótipo da era que desejamos criar." - Ivan Illich

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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Diário de um detento

A tal "crise dos 30" deve ser esse cansaço que começa a dar quando se vão os primeiros 5 ou 6 anos da vida dita produtiva e se percebe que tem algo errado: que aquele "lugar" onde se queria estar em 5 anos estranhamente ficou mais distante; que aquele nível de conforto pretendido se mostrou baixo; que os 10 requisitos para a felicidade almejada se mostraram insuficientes e viraram 20 que, tão logo sejam alcançados, virarão 50; que toda vez que a pedra chega ao cume ela rola montanha abaixo e já é preciso fazê-la subir novamente; que o saco da felicidade provavelmente esteja furado, pois o trabalho para enchê-lo nunca chega ao fim.

É possível perceber claramente que a minha geração lida com a tal "crise dos 30" basicamente de duas formas: uma é investigando desconfianças e abraçando incômodos; outra é silenciando questionamentos/pensamentos que apontem para tais desconfianças. Uns, incomodados que estão, se dão à peregrinação que é produzir uma vida nova ou novos sentidos para a vida. Outros apenas livram-se (de várias formas) dos incômodos inerentes, afinal quem simpatiza com a ideia de ganhar tormentos que não tinha e passar a ter o sono atrapalhado? Ambos, no entanto, estes e aqueles, estão cansados e carregando no corpo, no humor e nas relações os sintomas dessa crise de sentidos. Uns sabem de onde tudo isso vem. Outros não sabem e preferem continuar sem saber.

É frágil todo edifício normativo cuja função é proteger indivíduos contra as forças do caos e dar a eles a ilusão necessária para que consigam dormir tranquilos, seguros de que as suas definições da realidade fazem sentido. É frágil e sustentado por bases igualmente frágeis: a carência dos seus abrigados; a defesa apaixonada que fazem do pacote de significados que lhes confere sentido à vida; o medo de perderem o abrigo e, por fim, a perseguição/violência promovida contra os desertores. Carência, pathos, medo, violência... Ao menor sinal de ameaça ao edifício que o abriga, o carente/apaixonado/amedrontado reage com violência, como quem defende a própria existência contra a ameaça de extinção. Pelo medo da falta de sentido e por estar em suas mãos garantir que o prédio não desabe, o carente/apaixonado/amedrontado e, agora violento, dificilmente conhece a paz. Antes, conheceria se admitisse que existe vida fora.

Quando você sai da igreja (estabelecimento religioso), por exemplo, acham que é porque você deseja o inferno. Não pensam que, ao contrário, você busca espiritualidade mais profunda e siples. Não cogitam a possibilidade de que a instituição atrapalhe o cultivo de uma vida mais sadia, tão apaixonados que são pelo edifício normativo que lhes dá sentido. Acham que você quer menos vida e não mais. Quando você fala que está cansado da cidade e de tudo o que ela exige (emprego, a troca da vida pelo fim da vida, pressa, deslocamentos nervosos, competição, consumismo, "paz" armada, "saúde" de farmácia, alimentação de shopping...) e quando você dá pinta de que precisa romper com mais essas instituições e que está caminhando para ter uma vida mais simples, sem emprego ou num lugar mais distante, pensam (igualmente) que você enlouqueceu e está buscando menos vida e não mais, que você quer menos conforto e não mais. Como diz o outro: "As coisas mudam de nome, mas continuam sendo religiões..."

Enquanto você não percebe que não compra com dinheiro, mas com o tempo de vida gasto para conseguir o dinheiro (vide Mujica), enquanto essa ficha não cai, você dorme bem e tudo o que faz é trocar a vida por dinheiro. Mas ai o seu pai morre e você vê que a vida acaba e grita pedindo para ser vivida. Ai você silencia os incômodos e segue gastando a vida no ralo do nada. Ai o seu tio morre e, de novo, a vida grita dizendo que é um sopro. E vai sendo assim até que um dia quem morre é você. Com sorte a estratégia da aposentadoria (de trocar a vida pelo fim da vida) dá certo. Mas com sorte ela já não vale a pena. E sem sorte, então, nem se fala!

Para conseguir de volta habilidades que nossos avós tinham até bem pouco tempo, mas que fomos perdendo no processo de servir ao estado atual de coisas (esses modos de funcionamento das cidades)...pra conseguir essas coisas de volta a ponto de elas engendrarem modos de vida alternativos (o direito ao desemprego criador), é preciso aprender a ir trocando os pneus com o carro em movimento.

Fruto do trabalho é a construção do ambiente da vida que vai permanecendo e sendo experimentado. Furto do trabalho era vender parte da vida desperta em troca de dinheiro.

Sexo seguro não é com camisinha e nem com parceiro fixo. Sexo seguro é com emprego fixo.

hugo theophilo

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