sábado, 2 de outubro de 2010

Com o que trabalhas, o que bebes e no que crês!

Eu não gosto de encaixar gente em perfis. Os perfis denunciam algo muito estranho: a padronização do ser humano. E há quem diga que identificar padrões de comportamento é fruto da necessidade de controle das instituições, afinal controlar indivíduos livres e imprevisíveis é mais difícil, senão impossível. Há quem diga também que não há diferença entre identificar padrões e produzi-los.

Mas isso é outro papo...era só pra dizer como é incrível que algumas propostas de "felicidade" sempre encontrem abrigo em determinados "perfis" de gente.

Marketing Multinível, Herbalife e Religião.

É tão obvio que quase se pode dizer: "Dize-me com o que trabalhas que eu te direi o que bebes e no que crês!" rsrsrs

Às vezes me pergunto: "Fulano elouqueceu porque caiu na religião, ou caiu na religião porque enlouqueceu ???" rsrsrs

Desculpa ai você que toma...não é generalizando...eu só estava pensando aqui depois que vi uma frase de MSN "Estou tomando o Shake da Herbalife"...rsrs


hugo


4 comentários:

porele 2 de outubro de 2010 12:25  

Cara... Estava escrevendo um texto (está encostado no momento) chamado "A Igreja Fordista".... Mas o cerne da questão é o seguinte...

"Você precisa de um rótulo, pois sem um rótulo fica impossível te empacotar e te colocar em uma prateleira e te vender"

É por ai...

Abraços...

Carlos

porele 2 de outubro de 2010 12:50  

Hehehe... Me lembrei... Eu jogo Poker! Jogo de carta é coisa do diabo! "Javali", poker que envolve apostas! (só fichinha de plástico!)

Carlos

Hugo Lucena Theophilo 2 de outubro de 2010 12:57  

É...é por ai sim. Tem outro lado: nós somos estimulados a crer que precisamos desses rótulos, ao ponto de precisarmos deles para saber quem somos...rs É só assim que essa estratégia da instituição tem sucesso: quando a necessidade do rótulo é interiorizada por mim. Assim eu me submeto ao controle mas me satisfaço, pois isso tem um significado subjetivo: me sinto afirmado, incluído e aceito. Do contrário, sem essa interiorização, não há controle, só há tentativa. O Peter Berger trata disso muito bem no "A construção social da realidade" e "O dossel sagrado". Então é assim: eles precisam me empacotar e começam me levando a crer que eu preciso ser empacotado.

Boa discussão.

Abração

René 2 de outubro de 2010 14:36  

Queria nem ver, se você tivesse lembrado do "Mundo de Marlboro" (rsrs).

Engraçada, essa história de rótulos, porque ela fica ainda mais evidente dentro da religião, ou, melhor dizendo, da religiosidade. Ambos, rótulos e religiosidade, partem da necessidade do ser humano tornar aparente, de forma compreensível para uma maioria, aquilo que vai por dentro de si mesmo.

Chamo isto, também, de soberba: "Prestem atenção em mim, no que eu sou realmente, por trás disso que eu aparento ser!".

Abração e Paz, Hugo!

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