segunda-feira, 5 de julho de 2010

O problema da religião: jesus, o superego dos cristãos.

"O superego cultural emite uma ordem e não pergunta se é possível às pessoas obedecê-la. Pelo contrário, presume que o ego de um homem é psicologicamente capaz de tudo o que lhe é exigido...trata-se de um equívoco...caso se exija mais de um homem, produzir-se-á nele uma revolta ou uma neurose, ou ele se tornará infeliz." (Freud)

O problema da religião é que ela chama de "relação com Deus" a entrega a processos mentais que evidenciam justamente o distanciamento de Deus: superego, sentimento de culpa, necessidade e medo de punição.

Atribui a Deus exigências humanas e chama de consciência de pecado o que, na verdade, é sentimento de culpa autoproduzido.

Prega a satisfação das exigências do superego sem saber que este é insaciável, e que o resultado da tentativa só produz neurose, revolta ou infelicidade.

Enquanto Jesus for o superego dos cristãos estes ouvirão daquEle: "Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal!"

A religião precisa ouvir Freud no desvendamento de algumas construções.

Precisa imitar Paulo na superação da própria disposição mental.

Precisar virar Pedro no reconhecimento da única culpa legítima.

E precisa ouvir Jesus no "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei."


no Caminho, que é leveza e alívio,


hugo


Esse texto é uma continuação de Paulo no divã de Deus: superego superado.


11 comentários:

Caminho Aracaju 5 de julho de 2010 11:49  

Estive pensando com os meus botões: a religião encontraria o seu propósito apenas se propusesse a religação entre os homens.

René 5 de julho de 2010 12:58  

E aí, Hugo...

Creio que a religião é resultado da soberba humana, que nos leva a querermos ser deuses, ou iguais a Deus. Neste sentido, posso dizer que chamo de soberba aquilo que Freud chamava de superego. Não é este o nosso grande pecado? Então, dele só podem vir coisas imprestáveis... como a religião, que nos faz usar Jesus como nossa própria caricatura, ao invés de O vermos como verdadeiramente o Meio e o Fim!

Se isto for verdade, não precisaremos de Freud para desvendar construções, mas, sim, de fazer o que Jesus mandou, "negue-se a si mesmo", antes de fazermos construções. Mas é bem mais fácil construir sobre o que já está posto... destruir a estrutura já montada, chamada "eu", vai trazer sofrimento, vai exigir andar sem a segurança do que é visível, ou seja, em fé, e, o pior de tudo, vai ser ter que declarar que só há um Deus e que Ele não somos nós...

Abração e Paz!

Wilson Costa,  6 de julho de 2010 19:00  

Caro Hugo,"...por ser imagem(expressão) e semelhança(essência), não poderia ser de outra forma,a criatura também almejar ser Criador. Disse Jesus:"... Eu e o Pai somos Um..." Jo.10.30, os judeus querem apedrejá-lo por Jesus dizer-Se Deus,(Jo.10.34). Afirma Jesus:"...voces são deuses,está nas Escrituras (a Lei de voces não pode ser anulada)Jo.10.35
Diante das duas boas postagens escritas,conclui que o ego e superego, não são sujeitos à reconciliação com Deus, não existe possibilidade de restauração dos mesmos. A essência da soberba(maligno), se concentra na possibilidade de ser como o Criador. Porém a alma, esta sim ser vivente, se concentra em ser coadjuvante, é o filho que anseia está no seio do Pai, mesmo sabendo que tem a mesma essência, abre mão de ser Deus. Paulo, almejou isso.
Caríssimo irmão, a religião precisa ouvir Jesus, o que Ele acha da religião, e Freud precisava ouvir o que Jesus tinha à dizer sobre o ego e o superego, e suas soberbas intenções.
Não creio, que a culpa seja auto-produzida, ela está instalada na origem do erro (pecado, iniquidade, transgressão, injustiça, etc...). Senti-lá é prova da sensibilidade da alma que fere seu Criador, senti-lá é expô-la ao juízo que matou Jesus, senti-lá é descobrir os sentimentos que envolveram Jesus, sabendo que Ele a sentiu, visto que a culpa era o resultado da desobediência, que Ele atraiu para Si mesmo.
Freud, não analisa a culpa do ponto de vista da desobediência das diretrizes estabelecidas pelo Criador. Sua análise é periférica e desvenda segredos do psiquê. Existem hoje uma variedade de psicotrópicos que combatem, problemas da mente.
O que se passa na alma, só existe um remédio é a restauração do rompimento da sua relação com o Pai Criador, ali o acesso é restrito ao Criador, só Ele revela tirando as vendas dos olhos do homem através do Espírito Santo, estabelecendo a cura. Assim como aconteceu com voce e com todos os que vivem o Evangelho da Graça.
Concordo, o superego é insaciável, e suas consequências já estão definidas em si mesmo, por viverem fora da existência do Criador.
Paulo e Pedro, tiveram seus egos e superegos esmagados pelo poder do Evangelho da Graça, mas sentiram suas consequências por isso mesmo as expuseram ao rídiculo.
Perdoe-me, discordar quando voce diz que a religião precisa ouvir Freud, corremos o risco de esconder da alma, as máscaras do pecado. E atribuir a uma disposição mental e semântica a origem do erro.
A Palavra de Deus, é suficiente para construir equem procura construir valores pessoais -o que não condeno cada um tem sua intimidade com Dssas instruções, só não as sabem eus - dificultando o entendimento dos mais fracos, onde confesso que me incluo entre eles.
Paradoxalmverdades incontestáveis.
Somos ente confesso que também gosto de fuçar suas loucas reflexões e tenho encontrado nelas verdades incontestáveis.
Somos do Senhor,bjs.

Hugo Lucena Theophilo 6 de julho de 2010 19:46  

Mano véi...leia de novo...Freud nos ajuda a desvendar algumas construções que chamamos de Deus, por isso a religião precisa ouvi-lo. O Evangelho é a superação das nossas construções...psíquicas nesse contexto. Abração...permita-me lhe dar duas dicas: seja mais sucinto e releia o que escreveu.

Facundo 7 de julho de 2010 01:01  

Isso só me faz lembrar algo que um amigo me disse: a missão de jesus foi nos dar a esperança daquilo que podemos ser, e ao mesmo tempo nos mostrar o que nós não somos...

Ao invez de toda uma regra de conduta moralista, ele pegou tudo e resumiu nos dois mandamentos "amar a deus e ao proximo como a si mesmo", ele praticamente disse que, se as pessoas simplesmente vivessem essas domesões do amor, não precisaria nem ir a uma religião... o problema foi que tinham religiosos perto quando ele disse isso, e por iso foi brutalmente assassinado...

muito bom o post cara... só viajei um poucoi no lance do ego e super ego pq eu num saco muito de psicanálise!

té mais

Hugo Lucena Theophilo 7 de julho de 2010 03:00  

Perfeito, George. Eu imagino até quem é esse seu amigo...rs.

Wilson Costa,  7 de julho de 2010 07:48  

Vejo que o mano, tem dificuldade de lhe dar com o contraditório. Tenho observado que a turma do Caminho estão fechados em torno de si mesmos.
É uma jogação de confetes para todos os lados, tipo: ...que sacada legal...!;...pô! cara voce tá arrebentando...!, e por aí vai.
Meu caro, lamento que o texto tenha a susceptibilidade que reprovas, mas a intenção é aprofundar. Só os extremistas temem a radicalização.
Quanto ao Facundo, ele diz que "um amigo", lhe disse que "...amar a Deus, e ao próximo como a si mesmo...". Jesus disse novo mandamento vos dou;"...amem uns aos outros como Eu vos amei...".
Se amo como amo a mim mesmo, posso amar como um despóta, como um soberbo, ou até mesmo nem me amo.
Amor condicional, amo somente quando estou bem, ou quando o próximo me é próximo.
Jesus define que nosso amor seja incondicional, ao ponto de dar-mos a vida pelo nosso próximo, mesmo que seja a distância.
Voltando ao Hugo, quando dizes que devo ler novamente o texto, vejo que valorizas excessivamente suas convicções, uma dica:...menos meu velho, menos...!
Quanto ser suscinto, é culpa da minha falta de leitura, conheço poucas palavras, por isso não consigo me fazer entender com poucas palavras, justamente por não conhecer as que definam meus pensamentos.
Percebo que minha presença neste blog, fere os principios da bajulação, tô fora!
Abraços no Senhor.

Hugo Lucena Theophilo 7 de julho de 2010 08:31  

Wilson Costa...êita caba complicado! Se eu escrevesse para ser bajulado não publicaria aqui os seus comentários confusos, cara. Desde o texto sobre a confessionalidade (no blog do René) que você entende as coisas como quer e emite opinião pelo que pensa que entendeu. Sobre o que você chama de confetes, o Facundo (que disse "sacada legal") nem é do caminho da graça! O que vejo é que você é rápido demais no falar e tardio demais no ouvir. Dai ter facilidade para discordar e corrigir tudo e todos. Por exemplo, eu compartilho do seu entendimento sobre o mandamento novo e a superação do antigo, mas isso não me leva a escrever um comentário corrigindo a fala do Facundo. Outro exemplo: você diz que eu tenho dificuldade em lidar com o contraditório...se fosse verdade eu já teria me matado, meu irmão. Quer coisa mais contraditória do que a vida? Se eu gostasse apenas do que concorda comigo jamais ouviria Ivo Fernandes, Caio Fábio ou Carlos Queiroz pregando o Evangelho que primeiro me desmantela. Você tem tirado conclusões precipitadas. Eu não enxergo tanta discordância entre nós como você enxerga.

Wilson Costa,  7 de julho de 2010 13:35  

Mano véi..., que bom que voce enxerga pontos comuns entre nós. Isso é de Deus.
Que bom que consegui fazer voce ser prolixo. Quanto ao Facundo, não estou corrigindo e sim emitindo minha exegese sobre o assunto.
É justamente por causa dos comentários confusos, que insisto em escrever em seu abençoado blog.
O que me surpreende é que a turma, deixa de ouvir o que precisa para ouvir o que quer. Quando postei no René, disse no início do texto, que uma coisa, a confessionalidade não excluia a outra, a confissão, voces só entenderam o que queriam entender como voce mesmo disse a meu respeito. Ora, fiz somente uma leitura da subliminada mensagem que existe nos caça-religiosos.
Sou um admirador do Caio, sempre fui, desde da minha conversão em 1984. No entanto, verdades absolutas as encontramos em Cristo, Ele sim é meu guru.
Não é assim, que dizem os que rejeitam as autoridades eclesiásticas? Autoridade absoluta só de Jesus. Concordo plenamente, mas não aniquilo aqueles que são usados, e ungidos para ministrar sobre minha vida. Não tenho dificuldade para submeter-me a autoridade de homens.
Acredito que voce também tenha facilidade para tal.
Afinal somos livres ou não?
Creio firmemente, que somos do Senhor.
Bjs, meu mano véi...,ou cabá complicado.

Hugo Lucena Theophilo 7 de julho de 2010 14:00  

hehehehe...como diria Simão, o macaco: Tucanaram o Brasil..."corrigir o ponto de vista do outro" no Teologuês é "emitir a minha exegese sobre o assunto" hahaha...boa Wilson...rsrsrs. A propósito, deixe o seu email para contato. Isso aqui está virando a sua caixa de entrada! rsrs

Wilson Costa,  8 de julho de 2010 18:47  

Pô meu caro, aqui está a razão das minhas vindas, a soberba e o patrulamento intelectual. O PT, está querendo criar uma comissão de análise da ética dentro da comunicação. Só pode ser produzido aquilo que não exponha os ideais da "revolução", nunca vista neste país.
Usar termo "exegese", não é um privilégio dos filhotes do Caio.
Meu caro ignore-me ou ore por mim, não sou um caso perdido.

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